Crianças: Muito Ativa não Significa que é Hiperativa
Criança muito ativa nem sempre significa que seja “Hiperativa”…
Seu filho não sossega? Não pára quieto e tem dificuldades de concentração? Se por causa destas questões, já passou pela sua mente que ele pode ser Hiperativo, saiba que nem sempre as crianças muito ativa sofrem de TDAH (Transtorno por Déficit de Atenção por Hiperatividade). Os especialistas garantem que ao fazer o diagnóstico de TDAH é preciso muito atenção e cuidado.
A TDAH, vulgarmente chamada por Hiperatividade, é uma perturbação de comportamento que, de acordo com alguns dados internacionais afeta entre 3 a 7 % das crianças em idade escolar.
“Ultimamente fala-se tanto em Hiperatividade que chega-se ao exagero de classificar qualquer criança que se mexe muito ou que se distrai com facilidade, como hiperativa. Existem cada vez mais pais preocupados com esta possibilidade, embora a maioria dos casos seja apenas suspeitas. O que ocorre é que, após passarem o dia inteiro em espaços fechados, estas crianças precisam apenas de se expandir e alargar as suas energias.” (afirma o Pediatra Mário Cordeiro)
Quando observadas sem a devida experiência clínica, há algumas crianças que parecem mais do que elétricas, parecem verdadeiros “tornados”, mas o diagnóstico de hiperatividade tem sempre que ser feito com elevado nível de discernimento e não apenas por constatação de comportamentos hiperativos. Por isso, o diagnóstico deve ser feito por técnicos de saúde mental.
Medicar uma criança com esta patologia requer muita cautela para não ocultar problemas psicológicos, emocionais, afetivos ou mesmo de padrão cognitivo, que se não forem detectados a tempo, podem impedir o Médico de ajudar àquela criança a adaptar o seu modo de funcionamento psicológico ao Mundo Atual. (Dr. Ana Vasconcelos – Pedopsiquiatra)
A TDAH é uma patologia que afeta mais os meninos que as meninas, porém, a grande preocupação Médica está na rapidez com que se rotulam estas crianças, esquecendo-se que hoje em dia, as crianças tem várias “responsabilidades”, “trabalham” demais, o que faz com que estas crianças não sejam sempre atentas quando é necessário. São “obrigadas” a viverem um stress crônico que é a antítese da saúde mental. Por isso, vejo com perplexidade a preocupação em rotular estas crianças e não em perceber até que ponto é que o modo como pais e escolas lidam com elas tem peso no desalinhamento da atenção e do comportamento que elas manifestam. (Dr. Eduardo Sá – Psicólogo Clínico e Psicanalista)
É preciso observar o Temperamento da criança logo que entra em convívio diário (em creches e infantários) com outras crianças. Isso se dá entre os 3 ou 4 anos, onde começará a aprender regras de convivência social. Nesta fase é preciso cuidado, pois quando for para o ensino básico fundamental (primário), poderá apresentar total desadaptação escolar e desenvolver uma “fobia escolar”, manifestando atitudes de agressividade. Se for realmente hiperativa, esta criança é hipervigilante, possui seu padrão visual do mundo, ou seja, compreendem o mundo por imagens.
O mal-comportamento crônico é uma queixa constante entre os pais de crianças hiperativas:
Esses pequenos parecem simplesmente ignorar as regras de convívio social e tendem a receber o rótulo de “más” seja na escola, seja na família. No entanto, é preciso deixar claro que as crianças hiperativas não são, de forma nenhuma, más. Essas crianças têm energia demais e, por isso, se metem em mais encrencas do que a média. Além disso, elas não se convencem facilmente e não conseguem se concentrar na argumentação lógica dos pais já que essas crianças têm extrema dificuldade em sentar e dialogar.
Seu comportamento é a conseqüência de um ciclo vicioso: A criança não se comporta e com isso chama atenção para si. Quem está em volta tende a fazer qualquer coisa para parar a “cena” e acaba fazendo o que a criança quer. Na próxima oportunidade a criança já sabe que acabará conseguindo o que quer no final e não vê motivo para não repetir a falta de comportamento. Como se vê, nessa situação o adulto é o culpado e não a criança já que é ele que acaba cedendo e desistindo de educar a criança. Além do mau comportamento, as crianças hiperativas tendem a dar uma canseira física em quem está a sua volta. Isso porque elas literalmente não param um segundo. Só que toda essa energia não precisa ser desperdiçada em bagunça e destruição.
Bem orientada, a criança hiperativa aprende a canalizar sua energia para atividades construtivas, como a prática de um esporte. O diagnóstico da hiperatividade só pode ser feito por um terapeuta, por isso é importante levar a criança a um especialista se houver dúvidas quanto ao seu comportamento. Mas mesmo antes de um diagnóstico conclusivo, é imprescindível que os pais de crianças consideradas “difíceis” tomem certas atitudes em relação ao seu filho:
1. Dar muita atenção à criança, mesmo que isso signifique um esforço extra ao final de um dia de trabalho;
2. Nunca colocar-lhe um rótulo de “má” ou dizer frases do tipo “você não tem jeito” ou “desisti de te educar”;
3. Repetir claramente as regras de comportamento sempre que uma situação de risco (como uma ida ao supermercado) estiver para acontecer.
IMPORTANTE:
- Procure o seu médico para diagnosticar doenças, indicar tratamentos e receitar remédios.
- As informações disponíveis neste site, possuem apenas caráter educativo.


