AS “PALAVRAS MÁGICAS” PARTEM DO CORAÇÃO!

(por Jan Hunt, Psicóloga Diretora do “The Natural Child Project”)

Sabe quais são??? Com licença,  Obrigada, De nada,  Por favor, Desculpe, Bom dia, Boa tarde, Boa noite, Está servida, Posso ajudar, Sua bênção Pai, Mãe, e muitas mais…

É natural ficar chateada quando fazem pouco caso da nossa gentileza. Mas talvez devêssemos olhar mais longe, principalmente quando se trata de crianças.

O que está sendo ensinado as crianças sobre convivência social? Os bons modos, a gentileza, o respeito, a consideração, o trato social, a amabilidade – tudo isso são sinalizadores de uma boa educação do sujeito, será que os pais estão ensinando essas atitudes aos filhos?

Como mãe posso observar que, há duas razões totalmente diferentes para uma criança dizer “obrigado”:

a) Uma criança nos agradece porque realmente apreciou a nossa gentileza e já ouviu muitas expressões de gratidão em sua própria família (principalmente gratidão dirigida a ela).

b) Outra criança diz “obrigado”, mas está simplesmente articulando palavras vazias, por medo do castigo. Uma atitude baseada no medo, sem a compreensão do sentido por trás do ritual, pouco vale. Essa atitude não só é desprovida de sentido como inútil, pois não atinge o objetivo desejado. São como pequenos robôs a repetirem “obrigada tia”, “desculpa tia”, “com licença tia”, apenas porque se não o fizer, também não poderá jogar videogame mais tarde…

Essas ameaças de castigo podem até forçar uma criança a dizer “obrigado” ou ser gentil, mas nunca conseguir que seja realmente gentil, como desejamos. A verdadeira delicadeza se desenvolve em uma criança tratada com bondade. Ela não pode ser imposta ao seu coração, arrancando as palavras de sua boca. Além disso, onde está o prazer de se ouvir “as palavras mágicas” pronunciadas com submissão por uma criança amedrontada? Qualquer palavra perde sua magia se não partir do coração.

A gentileza autêntica se desenvolve por imitação. As crianças aprendem a tratar os outros com delicadeza só observando os adultos a sua volta fazerem gentilezas e recebendo explicações respeitosas sobre as razões das atitudes que preferimos. Em vez de reclamar da indelicadeza das crianças deveríamos lembrar que as crianças se comportam tão bem quanto são tratadas e tão bem como elas nos vêem tratar uns aos outros.

Não se pode cobrar das crianças atitudes de respeito, cortesia e cordialidade se não há  o exemplo dos pais e adultos de seu convívio. Os adultos estão deixando de cumprimentar educadamente, de pedir desculpas, de agradecer, de pedir licença, de respeitar o trânsito. A criança observa isso e por imitação segue comportamento semelhante.

 A melhor maneira de se ensinar bons modos é  agir dessa forma, mostrando como é importante ser socialmente agradável. Assim a  criança vai  percebendo que agindo dessa forma terá maior facilidade em fazer amigos, será aceita e principalmente será igualmente respeitada. A criança precisa entender que assim como gosta de ser bem tratada, os outros também gostam.

Ou seja, pais gentis e educados, naturalmente vão passar isso para seus filhos! Daí a razão de vermos tantos adultos indelicados, ou porque não dizer, mal-educados…

Ser educado não arranca pedaço, agradecer (seja o que for) também não! Por isso vamos ser mais “educadinhas” (os) e ensinar nossas crianças também?!

Quando observo a “ausência” da educação nas pessoas, nas crianças, pergunto porque de “certas”atitudes… Será egocentrismo, falta de berço, ou… Sei lá…

O mais importante é difundirmos as regras de boas maneiras, seja em sociedade ou dentro de casa. Afinal é de “pequeno que se  torce o pepino”!

Enfim… GENTILEZA GERA GENTILEZA!

Pense nisso…

Veja também: Palavrinhas Mágicas

Fonte das Imagens: Bala de Goma