Julgar x Disciplinar:

“Não julguem os outros para vocês não serem julgados por Deus.  Porque Deus julgará vocês do mesmo modo que vocês julgarem os outros e usará com vocês a mesma medida que vocês usarem para medir os outros. Por que é que você vê o cisco que está no olho do seu irmão e não repara na trave de madeira que está no seu próprio olho? Como é que você pode dizer ao seu irmão: “Me deixe tirar esse cisco do seu olho”, quando você está com uma trave no seu próprio olho? Hipócrita! Tire primeiro a trave que está no seu olho e então poderá ver bem para tirar o cisco que está no olho do seu irmão.” (Mateus 7:1-5)

Todos nós somos falhos, cometemos erros, obviamente é prático julgar e supor muitas coisas.

Se já temos esta consciência de que não somos perfeitos, então, por que é que ainda insistimos em julgar os outros?? Por que somos tão rápidos em apontar o dedo?? Na verdade julgamos quando estamos envolvidas no problema, quando somos feridas ou atacadas. Julgamos porque é muito mais fácil condenar do que olhar para dentro de nós e reconhecer que também temos a nossa porção de culpa na situação…

Já reparou na sua mãozinha quando você está apontando o seu dedo a alguém? Não?! Observe a foto deste artigo… Eu sempre ensinei isso ao meu filho sobre o dedo apontado e a mão, até porque, é assim que eu procuro viver… Quando nós apontamos apenas 01 dedo às pessoas, 03 deles ficam “fortemente” apontados para nós!!! Essa observação é muito séria, porque tem tudo a ver com o texto sagrado descrito acima, se eu julgo, me julgarão também.

É preciso se Enxergar: para deixar de julgar às pessoas, precisamos nos enxergar primeiro, arrancar de nós nossos próprios erros para sermos compreensíveis com os demais. Por que acusar as pessoas se nós próprias não reconhecemos nossos erros?? Julgar os outros, na minha opinião, não passa de um mecanismo de defesa para não expor quem realmente somos!!!

Disciplinar: Muitas pessoas se desculpam ao julgar os outros dizendo que estão disciplinando, sendo que eu só posso disciplinar quando primeiro me auto-avalio. Daí consigo identificar os erros das pessoas que estão sob a minha responsabilidade, mas não porque sou “certinha”, e sim, porque me identifico com o problema delas uma vez que já vivi, sofri e aprendi, e é com base neste meu aprendizado que consigo estender a mão aos necessitados, consigo ajudá-los a vencer como eu me venci primeiro!

Para disciplinar alguém, minha palavra precisa ter crédito, e ela só terá força quando eu já vivenciei aquela situação e venci, por isso, tenho propriedade para falar sobre o assunto e ensinar. Note que eu disse ENSINAR e não CRITICAR!

Quando eu disciplino, eu transmito conhecimento, mostro o caminho, transmito segurança e motivação, naturalmente sirvo de inspiração para outras pessoas, é mais ou menos assim, “se ela venceu, eu também consigo!”

Como é que eu posso ajudar a alguém se eu mesma estou cega? Como posso ser exemplo sem ter me corrigido primeiro??

Se eu não descubro o meu erro, não posso ajudar a ninguém, isso é ser Hipócrita. Descobrir nossos erros é um privilégio, uma oportunidade de crescer diante de Deus e de entender a dor das pessoas…

Antes de você apontar o dedo para alguém lembre-se deste ditado popular:

- Só atire pedras se o seu telhado não for de vidro.

Biblicamente falando: “Jesus se levantou e lhes disse: Aquele que dentre vós estiver sem pecado seja o primeiro que lhe atire pedra.” (João 8:7)