Quando, no artigo anterior, eu abordei o tema da fala, minha preocupação foi mostrar o perigo que corremos quando administramos mal a nossa boca. A ideia é alertar para o dano que a língua pode causar não só a nós, mas sobretudo às demais pessoas, quando não temos o controle sobre o que falamos.

E este assunto é tão forte que continuando a minha meditação, fui parar no livro de Mateus e pesquisando em 03 versões da Bíblia, Deus me falou a mesma coisa de maneiras diferentes, porém, uma mais forte que a outra. Veja só:

(Revista e atualizada) - Eu, porém, vos digo que todo aquele que [sem motivo] se irar contra seu irmão estará sujeito a julgamento; e quem proferir um insulto a seu irmão estará sujeito a julgamento do tribunal; e quem lhe chamar: Tolo, estará sujeito ao inferno de fogo.

(Corrigida) - Eu, porém, vos digo que qualquer que, sem motivo, se encolerizar contra seu irmão será réu de juízo, e qualquer que chamar a seu irmão de raca será réu do Sinédrio; e qualquer que lhe chamar de louco será réu do fogo do inferno.

(Nova Tradução na Linguagem de hoje) - Mas eu lhes digo que qualquer um que ficar com raiva do seu irmão será julgado. Quem disser ao seu irmão: “Você não vale nada” será julgado pelo tribunal. E quem chamar o seu irmão de idiota estará em perigo de ir para o fogo do inferno.

Tudo isto, aos meus ouvidos, soou como um alerta divino, pois eu, por exemplo, convivo todos os dias com diversas pessoas, no trabalho missionário que tenho a honra de fazer, ouço pessoas com seus problemas por mais de 12h por dia. Eu reconheço que sou muito verdadeira, direta, como dizem por aí: não tenho “papas na língua”, principalmente quando vejo que a alma da pessoa está em risco ou quando colocam em causa a minha comunhão com Deus. Mas isso não me dá o direito de ser grosseira com as pessoas, entende?

Paulo dizia: “Quando eu era criança, falava como criança, sentia como criança e pensava como criança. Agora que sou adulto, parei de agir como criança.” (I Coríntios 13:11)

Eu não nasci adulta, nem tão pouco esposa de Bispo! Nasci num lar sem Jesus, cresci possessa pelos demônios, mas ao chegar no fundo do poço, me entreguei a Deus e desde então, deixo Ele me moldar a cada dia. E, é claro, como Paulo afirma no texto sagrado acima, no início da minha caminhada da fé, eu agia como menina, mas hoje, tenho obrigação de ser madura na minha fé.

Continuo firme no meu propósito de levar às pessoas a nascerem de Deus como eu nasci, mas também preciso ter o cuidado de respeitar o tempo de cada um, o entendimento de cada um e principalmente, a fé e a decisão de cada um. Não posso impor às pessoas o meu modo de pensar, mas posso, através da sabedoria do Espírito Santo, influencia-las a pensar com a mente de Cristo! Viu como é diferente?!

Confesso que muitas vezes, na minha sede de salvar as pessoas do inferno que eu vivi, agi de modo duro… Hoje, continuo com a mesma sede, mas não posso mais agir como menina… De todos os atendimentos que me lembro, afirmo, faria exatamente a mesma coisa, mas de maneira diferente! E pode ter certeza, todos os que vêm a mim, falo sempre a verdade, sou direta, não dou voltas, porém, aprendi a me colocar no lugar da pessoas, até porque, um dia já estive na mesma situação que elas… É bem verdade que, graças a Deus, nunca foi do meu caráter usar termos que insultasse às pessoas.

Voltando ao cuidado com as palavras pesadas… Todos nós, que de uma forma ou de outra, lidamos com as pessoas e dizemos ser filhas (os) de Deus, precisamos ter muito cuidado com o que falamos, pois as pessoas estão de olho em nós, atentas ao que dizemos, ao nosso comportamento e muitas vão se espelhar em nós para moldarem a sua fé.

E por fim, se não formos vigilantes, colocamos em risco a nossa alma, agindo nesciamente, podemos nos condenar ao fogo do inferno, a palavra de Deus é bem clara quanto a isso,e não mudou em nenhuma das versões pesquisadas…